É noite.:
Incandesces no escuro do meu quarto
E beijas-me na testa
Enquanto me inundas de luz
Essa luz inicíatica, com que me enches o olhar.
Inscrevo-te na minha pele
E perpendicularmente me elevo do leito
Para te abraçar.
Perdoa-me!
Se muitas vezes te remeto
A um esquecimento definitivo
Que a memória consumiu ao longo dos anos
Afinal, vives em mim e pedes-me que te procure.
Vou ao teu encontro e numa fusão de nós
Ensinas-me:
Que nada é nosso, nada nos pertence
Tudo nos é emprestado
E o fruto, o fruto só cresce se for alimentado.
Esta é a lei primordial da vida. Dizes!
Deixo-te ir...e observo:
Como o mundo se atropela
No egoísmo do verbo anunciado.
(eu)
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