Oiço o murmúrio de um gemido...
Tangendo suavemente a minha pele arrepiada
Teus lábios roçam-me o corpo.
Soltam-se beijos da tua boca (entre)aberta,
Como que a sorver dos meus poros
O néctar suave, servido no manjar dos deuses.
Ambrósia que te dá vida,
Na eternidade deste amor em que te fazes renascer
Epicuro, à procura do caos
Em meu corpo vivo, que te é vida e túmulo... dos hereges,
Donde absorves sofregamente
O cheiro da areia quente.
Diz-me:
Porque te demoras?
(eu)




