Assim possa
esse coração
que me é (e)terno
indicar-te os caminhos da vida
mostrar-te longas miragens
e acender-te no fundo dos olhos
o esplendor e a luz do sol .
Perdoa-me, filha minha,
pelos dias em que te emoldurei o sorriso,
e por outros tantos em que parei o tempo
para que te demorasses ao meu colo.
Hoje percebo filha querida
Como o teu corpo se alongou,
Como a tua alma cresceu
desde há trinta e quatro anos
quando me abandonaste o ventre
e neste regaço que sempre será teu
ouvi- te o primeiro choro, e floriste...
Com as tuas pétalas
perfumaste-me os sonhos
e tornaste imensa a minha existência.
Agora, nesta vertigem insana
com que te considero minha,
sinto a cada dia
uma imensa e profunda alegria
sempre que um pouco de mim
renasce em ti, flor...
(eu)
Há trinta e quatro anos, fui mãe pela primeira vez, era terça -feira de Carnaval e dia de aniversário do meu pai.
Hoje, ele faria 97 anos...









