Há uma voz ameaçadora
que me cega o peito,
há um querer ver
para além dos olhos
o pó que transporta o vento.
Há um crescer da fome
com que os lábios sangram
ao toque do beijo,
sempre que vejo,
hastes que me saem do ventre
e se elevam ao céu
em suplicas de ansiedade.
Quando a última lua
se abrir nos meus olhos,
contar-te-ei a verdadeira cor das estrelas
e nelas pousaremos as mãos repletas de vida.
Unidos semearemos bondade,
da terra eliminaremos o desalento.
Tu serás o pó, eu serei o vento...
(eu)
Imagem- Lauri Blank




